Os preços da carne de frango e do animal vivo estão em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), devido principalmente ao desaquecimento da demanda. Assim como esperado por agentes do setor nas últimas semanas, o elevado patamar de preços da carne vem desestimulando o consumo no varejo.
Segundo pesquisadores do Cepea, para o curto prazo, não há expectativa de grandes recuperações nos valores, tendo em vista as vendas tipicamente menores na segunda quinzena do mês. No mercado externo, a média diária de carne de frango in natura exportada até a 2ª semana de outubro foi de 13,3 mil toneladas, quantidade ligeiramente maior que a média de setembro, de 13,2 mil toneladas por dia, mas inferior à observada em outubro de 2012, de 14,1 mil toneladas diárias.
Vale ressaltar que, tradicionalmente, os embarques brasileiros de carne de frango in natura aumentam de setembro para outubro. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar de a liquidez aparentar diminuição tanto no mercado interno quanto externo, o setor de frango deve fechar o ano com bons indicadores econômicos, diferentemente de 2012.
Já as cotações da carne suína continuam em alta, batendo seguidos recordes nominais. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário, combinado com recentes baixas nos preços das carnes bovina e de frango, tem reduzido a competitividade da suína frente às demais.
Para o suíno vivo, os valores também são os maiores da série histórica do Cepea (iniciada em 2004), em termos nominais. Considerando-se a média de outubro/13 (até dia 17), a carcaça comum suína está 17,7 % mais barata que a carcaça casada bovina, ante as diferenças de 27 % em igual intervalo de outubro/12 e de 37% em out/11. Comparada à carne de frango, a suína está 41% mais cara neste ano – em out/12, era 40,8% mais cara e em out/11, 35,4%.

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