Rio - Diante da alta do preço das commodities, o valor da produção agrícola no País alcançou R$ 195,6 bilhões em 2011, com alta de 27,1% em relação a 2010, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Melhores cotações de preços no mercado interno, diz o IBGE, também impulsionaram os negócios no setor.
Os dados mostram que houve ganho de produtividade das lavouras, já que a área plantada ultrapassou 68,1 milhões de hectares, com um crescimento de apenas 4,3% (2,8 milhões de hectares). O aumento se deu principalmente pela expansão da soja (3%), do milho de 2 safra (54,7%) e do algodão herbáceo (69%). Entre os principais produtos responsáveis pelo aumento no valor da produção, destacam-se a soja, com 34,9% de expansão; cana-de-açúcar, que aumentou 38,6%; o milho, com crescimento de 46,4%; e o café, alta de 40,1%.
Chamou atenção também, segundo o levantamento, o aumento de 76,2% do algodão herbáceo, que passou da 10 para a 5 posição em termos de valor de produção. Pelos dados do IBGE, o Estado de São Paulo manteve a liderança na participação nacional no valor da produção. Sua contribuição, porém, caiu de 18,3% (R$ 28 bilhões), em 2010, para 17,7% (R$ 34,6 bilhões) em 2011. Já Minas Gerais subiu da quarta para a segunda colocação, com uma participação de 12,7% (R$ 24,8 bilhões) em 2011.
Sorriso (MT), que havia caído de primeiro para terceiro lugar em 2010, voltou a ser o município com maior valor de produção. Sozinha, a cidade produtora de soja e milho gerou R$ 1,9 bilhão, um crescimento de 105,4%. São Desidério (BA) foi o segundo colocado, com R$ 1,7 bilhão e crescimento de 59,9%. O município também é um polo produtor de soja.
Concentração
Segundo o IBGE, dos 64 produtos pesquisados, três culturas responderam por 57,2% (R$ 111,8 bilhões) do valor da produção: soja, cana-de-açúcar e milho. A soja continua como a lavoura com maior valor da produção (25,7% do valor total ou R$ 50,3 bilhões), seguida da cana-de-açúcar (20,1% ou R$ 39,2 bilhões) e do milho (11,4% ou R$ 22,2 bilhões).
Paraná
A participação do Paraná no valor da produção agrícola nacional caiu 3,8% no ano, passando de 12,9% em 2010 para 12,4% em 2011. O Estado ocupa posição de destaque em várias culturas, sendo responsável por 20,7% do valor da produção nacional de soja, 4,1% de café, 6,1% no caso da cana-de-açúcar, 4% da laranja e 16,4% da mandioca. O Paraná é líder no cultivo de feijão, totalizando 23,7% do valor da produção brasileira, e também da cultura de milho, com 22,4% do total.
No caso do trigo, o Estado é o segundo maior produtor nacional, representando 43% do valor da produção nacional. Mas o município de Tibagi assume a primeira posição nacional, sendo responsável por 2,5% do valor da produção do cereal. A região Sul apresenta a maior intensidade agrícola do País, em que metade dos municípios possui área cultivada superior a 34,5% da superfície total.
Castro é o município paranaense com maior participação no valor da produção, ocupando a 34 posição no ranking nacional. Em 2011, a área plantada totalizou 161.745 hectares, alcançando um valor de produção de R$ 439,2 milhões, quantia 6,2% superior a do ano anterior. Castro representa 1,8% do valor total da produção estadual. O município de Tibagi ocupa o 39º lugar na listagem nacional, com valor da produção de R$ 412,6 milhões, o que representa 1,7% do total estadual. Em 47º lugar está Guarapuava, responsável por 1,5% do valor da produção estadual ao somar R$ 368,2 milhões em 2011. (Colaborou Mariana Fabre)

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