Valor da negociação não é definitivo, diz Giovani Gionédis
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sábado, 06 de dezembro de 1997
Vânia Casado Curitiba 
Se o Banco Central aprovar, o governo do Estado assume as dívidas do Banestado com 50% de recursos da União que serão pagos num prazo de 30 anos; os outros 50% seriam absorvidas pelo próprio governo. Essa foi a terceira e última proposta para o saneamento financeiro do banco entregue ontem no BC, em Brasília, pelo presidente do Conselho de Administração do Banestado e secretário da Fazenda, Giovani Gionédis. O valor da renegociação envolve R$ 2,5 bilhões, mas ainda não é definitivo e pode ser até inferior ao que está sendo estipulado, frisou Gionédis.
Essa negociação está prevista na Medida Provisória que prepara o saneamento dos bancos estaduais e não representa entrada de dinheiro novo no Paraná. A negociação prevê apenas a rolagem das dívidas para o governo do Estado, que absorveria inclusive toda a massa liquidante do extinto Badep. O Banestado assumiu a massa liquidante do Badep, no valor de R$ 500 milhões. Esse volume financeiro inclui o conjunto de dívidas não pagas ao banco. A mais conhecida e pesada é a do grupo Atalla, lembrou Gionédis.
Sobra a possibilidade da proposta entregue ontem não ser aceita, o secretário da Fazenda diz que não há nenhuma previsão sobre alternativas. Ele informou que o Banco Central deverá responder até segunda ou terça-feira no máximo, para que o Banestado possa dar continuidade ao plano de modernização que está sendo elaborado para a reestruturação da instituição. Gionédis salientou que o governo do Estado já fez duas propostas de saneamento do banco, recusadas pelo BC.
A primeira previa um parceiro que faria um aporte de capital e assumiria o controle administrativo do banco. Pela segunda, o fundo de pensão dos funcionários públicos entraria como parceiro. Também essa proposta não foi aceita. O argumento que pesou foi o de que fundo de funcionários não pode ser dono de banco.
Segundo Gionédis, o plano de modernização que está sendo elaborado pelo próprio Banestado prevê a redução de custos e aumento de rentabilidade da instituição. Ele não disse se esse processo envolve enxugamento, só garantiu a incorporação de nova tecnologia e terceirizações.
Gionédis disse que não quer ser alarmista, mas avaliou que se hoje o banco não está indo ao redesconto, e portanto vivendo uma situação mais confortável que outros bancos estaduais, não há como prever o que acontecerá daqui a 30 dias, se o socorro do Banco Central não for consumado.


