O valor obtido pelo governo do Paraná com a privatização da operação da Ferroeste, cujo leilão foi realizado em dezembro do ano passado, é em média três vezes maior que o preço conseguido pela Rede Ferroviária Federal com a privatização da Malha Sul e da Malha Oeste. Este é, em resumo, o principal argumento invocado pelo secretário dos Transportes, Deni Schwartz, para defender o negócio, em documento enviado esta semana aos deputados estaduais.
Segundo Schwartz, os R$ 25,6 milhões obtidos no arrendamento da Ferroeste correspondem a R$ 103,4 mil por quilômetro da ferrovia (o trecho da Ferroeste é de 248 quilômetros, ligando as cidades de Guarapuava a Cascavel). O prazo de arrendamento é de 30 anos. A Malha Sul foi privatizada com o preço de R$ 32,9 mil por quilômetro (6.586 quilômetros, negociados por R$ 216,6 milhões). E a Malha Oeste saiu por R$ 38,5 mil o quilômetro (1.620 quilômetros, por R$ 62,4 milhões).
Outra vantagem do arrendamento acertado para a Ferroeste, segundo Schwartz, é o fato de que as malhas da Rede Ferroviária incluem equipamentos como locomotivas e vagões. A Ferroeste ainda não dispõe desses equipamentos. O consórcio que assumiu a Ferroeste vai ter que investir R$ 117,7 milhões nos primeiros cinco anos de contrato, na compra de locomotivas e vagões, para poder operar.

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