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Londrina

Economia

m de leitura Atualizado em 02/08/2022, 06:29

Valor da cesta básica cai em julho, mas acumula alta de 10% no ano

Redução no preço de itens importantes como feijão e carne ajuda a amenizar a inflação, mas faz pouca diferença entre os mais pobres

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de agosto de 2022

Celso Felizardo - Editor
AUTOR autor do artigo

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O valor da cesta básica em Londrina registrou a segunda queda consecutiva em julho. Levantamento feito em 11 supermercados de Londrina, apontou que o preço dos itens essenciais caiu 1,5% na comparação com o mês anterior. Para uma pessoa adulta, o valor passou de R$ 570,06 para R$ 561,17. Para uma família de dois adultos e duas crianças, a cesta custa R$ 1.683,52.

Imagem ilustrativa da imagem Valor da cesta básica cai em julho, mas acumula alta de 10% no ano Imagem ilustrativa da imagem Valor da cesta básica cai em julho, mas acumula alta de 10% no ano
 

Desta vez, os maiores vilões do orçamento das famílias londrinenses foram a banana, que subiu 22,6% em um mês, seguida da batata (19,2%), e da margarina (17,4%). O leite, produto essencial para a alimentação das crianças, também continua em alta: custa 11% mais caro do que no final de junho. Também registraram aumentos, porém menos expressivos, o arroz (4,3%), o pão (3,1%) e o café (0,4%). 

De acordo com o estudo feito em parceria pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), a boa notícia ficou por conta do feijão. O item essencial nas refeições da maioria dos lares brasileiros ficou 13,8% mais barato do que em junho. O óleo de soja, a carne e o tomate também apresentaram redução próxima de 7,5%. Por fim, o levantamento também mostra redução no preço da farinha (3,4%) e do açúcar (1,2%).

Em junho, a diminuição dos preços havia sido maior, de 6,6% na comparação com maio. Mesmo com a desaceleração dos preços nos últimos meses, o valor da cesta básica acumula alta de 10% no ano, o que aumenta a dificuldade do acesso a uma alimentação adequada, principalmente entre as famílias mais pobres.

A dona de casa Daisiane Freire Marques, 26, é mãe de uma criança de dois meses. Moradora da ocupação Nossa Senhora Aparecida (Assentamento do Aparecidinha), na zona norte de Londrina. Ela relata que tem tido dificuldades de se alimentar bem, mesmo tendo que amamentar seu filho. “Está muito caro para me alimentar. Tudo está muito caro. Estou com dificuldades para comprar verduras, arroz, feijão, carne e leite”, afirmou. 

Mesmo diante da pequena queda do valor da cesta básica, ela reclama dos preços dos produtos em relação ao ano passado, já que a inflação acumulada é de 10% em relação ao ano passado. “Eu sinto falta de comprar banana, maçã, laranja. Não consigo comprar esses produtos porque subiu muito. Entre esses preços da pesquisa do valor da cesta básica, eu compro banana, batata e margarina e realmente eles subiram muito. Eu só compro porque estou amamentando e como meu filho está só no peito, preciso me alimentar bem. Não dou leite em pó para ele porque está caro e ele não toma suplementos.” 

Sobre o preço dos produtos que sofreram redução, ela relatou que percebeu que o feijão, a carne e o açúcar baixaram de preço, mas ainda assim reclama que o preço dos produtos continua alto. “Por enquanto sou só eu e o pai dele que comemos e o bebê está só amamentando, mas quando ele deixar de amamentar e começar a comer vai ficar mais difícil para a nossa família. Nós recebemos doações e isso ajuda, mas está ficando cada vez mais difícil”, expõe. (Colaborou Vítor Ogawa)

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