RIO DE JANEIRO - A principal dificuldade que os geólogos da Companhia Vale do Rio Doce estão encontrando para delimitar a extensão e o valor comercial das novas formações de ouro, associado a cobre, existentes na área da mina de Igarapé-Bahia, na Serra dos Carajás (sul do Pará) é o fato de o veio não ser contínuo. ‘‘Não é uma placa de ouro. São ocorrências. É preciso saber a distância que elas estão uma da outra’’, disse um dirigente da empresa que pediu para não ser identificado.
Outro dado importante para saber o custo da extração do metal é definir a profundidade das formações. As principais concentrações de ouro até agora encontradas, nos 5 furos positivos dos 12 já concluídos, estão a aproximadamente 450 metros de profundidade.


Preço e data
do leilão vão
ser definidos
no dia 29

A Vale ainda tem cerca de 72 toneladas para retirar na mina a céu aberto de Igarapé-Bahia. Elas devem ser suficientes para apenas mais sete anos de produção. As prospecções feitas sob a mina não revelaram continuidade do veio no mesmo local.
Apesar de os técnicos da Vale ainda não terem uma definição da quantidade de ouro existente nas novas formações que estão sendo descobertas, o noticiário sobre a existência de uma mina de grandes proporções reacendeu o debate sobre a privatização da empresa.
O diretor da área de privatização do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), José Pio Borges, disse que o banco, gestor do programa de privatização federal, está tranquilo quanto à continuidade do processo de privatização da Vale da forma que está prevista. Pelo cronograma atual, o preço e a data do leilão da empresa serão definidos no próximo dia 29.

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