São Paulo - A Companhia Vale do Rio Doce manifestou na última semana seu descontentamento com o Ministério do Meio Ambiente, que estaria impondo restrições às ações da empresa e atrasando os seus investimentos. Segundo o diretor de Meio Ambiente da Vale, Maurício Reis, a empresa tem programado para os próximo seis anos investimentos entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões. ''Hoje temos dúvidas sobre uma parte desse desembolso, devido à problemas de licenciamento ambiental'', afirmou Reis.
O executivo citou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e disse que essas atitudes estão impedindo a geração de 27 mil empregos e pediu aos órgãos do ministério que ''deixem a empresa trabalhar''.
Além disso, ele tem dúvidas sobre a legalidade do relacionamento entre órgãos do ministério e Organizações Não-Governamentais (ONGs) internacionais. ''Há vários diretores de ONGs estrangeiras que têm cargos no governo'', afirmou.
Durante palestra na Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústria de Base (Abdib), da qual Reis participou, foram apresentados dados da associação sobre o número de licenças ambientais concedidas este ano, que caíram de 34 em 2001 e 2002 para apenas 4 em 2003 (licenças prévias).
Reis também deu como exemplo de problemas um ofício da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre uma compensação ambiental para duas comunidades indígenas, que chega a R$ 10 milhões, e inclui itens como ''uma chácara para meu pai'' e aviões bimotores, entre outros.

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