Agência Estado
De São Paulo
A subsidiária brasileira da Cisco Systems, embalada pelo sucesso do NetAid – um evento de ajuda humanitária que aconteceu em outubro deste ano com três concertos transmitidos simultaneamente pela rede – decidiu neste Natal mandar e-mails de ajuda humanitária ao invés de brindes. A operação batizada como eHelp é simples: o empresário recebe uma mensagem eletrônica para visitar o site de uma das quatro instituições beneficentes onde escolhe o presente que quer dar, escolhendo também a criança que vai recebê-lo. Quem paga pelo presente e pela entrega é a Cisco.
‘‘Nossa idéia é fazer o bem para quem precisa usando a tecnologia’’, diz a mentora do projeto, a gerente de Marketing da Cisco, Marilis Moschini. Segundo ela, os empresários que recebem os famosos brindes de fim de ano não precisam deles, e muitas vezes dependendo do valor do presente têm de doá-lo por causa da política interna da empresa em que trabalham. ‘‘Acredito que os empresários já estejam cansados de ganhar brindes’’, diz Marilis.
O projeto custou US$ 50 mil e beneficia quatro instituições brasileiras, com um total de mil crianças, distribuídas entre o Projeto Famílias Reunidas (CE), Dispensário Santana (BA), Instituto Severa Romana (RJ) e Ação Solidária Contra o Câncer Infantil (SP).
Entre os gastos estão o de um computador, acesso à Internet, suporte e treinamento, além da criação de um site, para cada instituição, os mil brinquedos presenteados e a entrega deles. Marilis esclarece que o envio do e-mail é necessário para que não haja uma instituição mais beneficiada que outra. ‘‘Enviamos um e-mail com uma das quatro instituições já pré-selecionada.’’ A partir daí existe a liberdade de escolha da criança e do presente. ‘‘Esta é a primeira de muitas iniciativas deste tipo que pretendemos fazer’’, afirma a gerente de Marketing.
É dela também o projeto do ano passado que, para mostrar como a Internet está mudando a vida das pessoas, enviava aos clientes um e-mail com link para monitorar o percurso do presente. A Cisco comprou produtos da Amazon.com, um de seus clientes, e por meio do serviço de entrega da DHL, também cliente sua, mandava entregar no Brasil. Pela Internet o ganhador seguia dia a dia o percurso do pacote. A idéia da brasileira já foi usada pela subsidiária chinesa e neste Natal a Cisco do Canadá está repetindo a iniciativa.

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