Valas para enterrar gado da Cachoeira já estão abertas
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quarta-feira, 01 de março de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A advogada da Fazenda Cachoeira, Débora Alessandra de Oliveira, formalizou ontem por escrito, na Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), o que havia sido acordado entre pecuaristas que tiveram suas propriedades confirmadas como foco de febre aftosa no Estado, o Mapa e a Seab em reunião realizada na semana passada em Maringá: o abate do rebanho da propriedade em questão só será permitido se a necropsia dos animais for realizada pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), no Rio de Janeiro.
Segundo Débora, essa seria a condição para que o proprietário da fazenda, o pecuarista André Carioba, abra mão da decisão concedida pela 3 Vara da Justiça Federal de Londrina, que condiciona o abate do rebanho ao pagamento antecipado, em juízo, da indenização (estimada em R$ 1,2 milhão). ''Queremos o Panaftosa por ser um laboratório neutro. A Justiça já havia autorizado o sacrifício do animais e obrigado a necropsia em algum deles, mas não havia escolhido o labaratório. Queremos uma solução rápida'', disse Débora.
De acordo com informações da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), as valas na Fazenda Cachoeira para o sacrifício de 1,8 mil animais começaram a ser abertas no domingo passado. O trabalho deve se estender até sábado. São duas trincheiras abertas na propriedade, cada uma com 222 metros de comprimento, seis metros de largura e cinco de profundidade. As valas serão revestidas com a manta impermeabilizante exigida pela Secretaria do Meio Ambiente. A advogada do proprietário da Fazenda Cachoeira explicou que a abertura das valas para o abate do rebanho teve início na fazenda, mesmo sem acordo oficial, pois o sacrifício deve acontecer assim que o impasse for resolvido.
As Comissões de Avaliação iniciaram ontem o trabalho de avaliação do rebanho das outras seis fazendas confirmadas como focos de aftosa. Segundo o vice-governador Orlando Pessuti, secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, as avaliações tiveram início após o Carnaval porque alguns dos membros nomeados estavam em viagem. Pessuti disse ainda que técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) terminam hoje os laudos de impacto ambiental das seis propriedades confirmadas com aftosa. De acordo com ele, hoje seriam realizados os estudos nas duas propriedades de Loanda: Alto Alegre e São Paulo. O secretário ainda informou que uma vala sanitária já foi aberta na Fazenda Cesumar, em Maringá, onde os bovinos sacrificados serão enterrados. (Colaboraram Andréia Bertoldi e Fernanda Mazzini)


