Vaidade mantém mercado da beleza em alta
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sábado, 28 de março de 2009
Eli Araujo<br> Reportagem local 
A vaidade se caracteriza por ser um mercado promissor, ainda mais em uma sociedade que supervaloriza a beleza e que tem a aparência como um pré-requisito indispensável. E é exatamente quando o índice de desemprego aumenta em todo o mundo que a indústria da beleza aparece como uma luz no fim do túnel para quem busca uma nova oportunidade de trabalho ou pensa em abrir o seu próprio negócio.
Quem geralmente anda pela cidade pode até se impressionar com a quantidade de salões de beleza ou cabeleireiros que surgem no centro e na periferia. Em certos momentos é possível encontrar três ou quatro estabelecimentos na mesma quadra.
Mas será que há espaço para todo mundo nesse segmento? Para a coordenadora da área de imagem pessoal do Senac em Londrina, Fabiana Paula de Oliveira, a resposta é positiva. ''Se tem tantos salões sendo abertos na cidade é porque existe demanda e a demanda realmente é muito grande nessa área. Senão houvesse mercado, as pessoas não procurariam'', justifica.
O Senac de Londrina atende cerca de seis turmas por semestre e habilita uma média de 200 profissionais por ano. Fabiana diz que o perfil das pessoas é o mais variado possível: há desde aqueles que já têm estabelecimento e precisam de um certificado para exercer a profissão até os que começam por curiosidade, por não ter outra alternativa naquele momento.
Para Fabiana, uma das principais vantagens é o variado leque de alternativas para o exercício da profissão. ''A pessoa não precisa necessariamente montar um salão. Ela pode trabalhar em casa, ser auxiliar em algum estabelecimento e até fazer o atendimento em domicílio, o que é um diferencial muito grande.''
Na opinião de Fabiana, este setor desconhece a crise que afeta boa parte do mundo atualmente porque as pessoas estão preocupadas em manter a boa aparência. ''A imagem é tudo, tanto para mulheres quanto para os homens; isto faz com que as pessoas se sintam bem. Daí, haver tanto mercado.''
A coordenadora do Senac acredita no potencial das pessoas que se formam nesses cursos. ''Elas estão prontas, por mais que o mercado seja competitivo. Tem profissionais que se destacam em relação aos outros porque sempre buscam se atualizar, sabendo da competividade que existe no mercado.'' Ela acrescenta que o bom atendimento é fundamental para a pessoa formar a sua rede de clientes.
Mas se as oportunidades são iguais para quem se dedida, os preços, por sua vez, são bem diferentes, de acordo com o lugar ou o perfil da clientela. O preço de um corte de cabelo masculino varia, na média, entre R$ 10 e R$ 15 no centro. Nos bairros da periferia, o consumidor pode cortar o cabelo por um preço entre R$ 3 e R$ 5. Agora, quando o assunto é luxo, a realidade muda completamente: um corte de cabelo feminino pode custar R$ 150; uma produção mais elaborada em torno de R$ 500 (ou mais), e a preparação de uma noiva chega a R$ 3.000.


