Vai a debate anteprojeto da Cidade Empresarial
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terça-feira, 28 de outubro de 1997
Cláudia Lopes Londrina 
Josoé de CarvalhoAberto a sugestõesO arquiteto Jorge Wilheim apresentou o anteprojeto a lideranças locais ontem, na Codel: idéia é integrar áreas O anteprojeto urbanístico e de infra-estrutura da Cidade Industrial de Londrina, apresentado ontem na Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), propõe que a área de 412 alqueires, localizada na zona norte, seja uma extensão de Londrina e não simplesmente um aglomerado de indústrias.
Assinado pelo arquiteto Jorge Wilheim, de São Paulo, que é o responsável pelo plano diretor (Master Plan) daquela área, o projeto prevê a mudança do nome do empreendimento para Cidade Empresarial de Londrina porque, além de indústrias, pretende implantar no local empresas de serviços, teleporto, centro de eventos, centro esportivo, clube, hotel (Pousada Primavera), centro de desenvolvimento tecnológico, restaurantes, postos de combustíveis, shopping center, ambulatórios médicos, condomínios industriais e a criação de três lagos através do represamento do Ribeirão Lindóia.
Um dos lagos deve ter um terço do tamanho do Igapó, conta Wilheim, que também projetou muita área verde para o local a fim de garantir a qualidade de vida na região. A zona norte não tem uma grande quantidade de área verde. A população daquela região poderá utilizar o local para lazer, diz. Apesar da estratégia de ocupação do empreendimento ficar pronta apenas em dezembro, Wilheim afirma que um dos critérios a serem utilizados será a separação das grandes indústrias em áreas isoladas. Não queremos juntar todas as indústrias grandes na mesma rua para que não fique sem vida. Nossa intenção é mesclar os diversos segmentos.
Wilheim resolveu apresentar o anteprojeto à diversas lideranças de Londrina para obter críticas e sugestões. O projeto definitivo deve ficar pronto na primeira quinzena de dezembro e a implantação está marcada para o início do próximo ano. A primeira indústria a funcionar no local será a Dixie Toga, que tem inauguração prevista para o início de 98. É um projeto para os próximos 20 anos, acredita Wilheim.
O arquiteto, que também é responsável pela Cidade Industrial de Curitiba e está elaborando o Plano Diretor de São Paulo, afirma desconhecer projetos deste tipo, que contem inclusive com habitações - os conjuntos Lindóia e Eucaliptos ficarão no miolo da Cidade Empresarial.
O presidente da Codel, Alex Canziani, acredita que o empreendimento será um diferencial para Londrina. É um projeto de primeiro mundo, afirma. Iniciado há três meses, o projeto custou cerca de R$ 150 mil aos cofres públicos. Para colocá-lo em prática, a prefeitura e Codel terão que fazer parcerias com universidades e com a iniciativa privada.


