A vagem é um dos produtos que mais sofre oscilação durante a comercialização na Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina. Nas últimas semanas, o produto teve alta significativa e ainda mantém um preço pouco acessível para o consumidor. Nos supermercados, o quilo do produto está sendo vendido por R$ 3,99 (solta) e R$ 5,60 (embalada), mas no mês passado o preço chegou a R$ 7 o quilo.
A vagem é cultivada, principalmente no Paraná, onde a produção de janeiro até o início deste mês, chegou a 1.713 toneladas. A maior produção é de Londrina, onde no mesmo período, atingiu 854 toneladas.
O Paraná também recebe o produto de outros Estados, como Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, tudo em pequena quantidade (apenas 13 toneladas). O volume comercializado do produto no Estado, desde o início do ano é de 1.909 toneladas.
Os preços oscilam de acordo com a oferta e a procura. Em janeiro, a caixa da vagem estava sendo comercializada a R$ 15. No mesmo mês, houve uma queda significativa, registrando o preço de R$ 8, reagindo para até R$ 28 no final do mesmo mês.
Em fevereiro o preço pulou para R$ 38 e depois para R$ 40 a caixa, entre março e abril. No começo de junho, a vagem foi comercializada a R$ 20 a caixa e na cotação de ontem, o produto já estava sendo vendido a R$ 35.
De acordo com o presidente da Asociação dos Atacadistas da Ceasa, Clóvis Tsuzaki, a oscilação acontece porque o produto é muito sensível e bastante suscetível ao clima. ''Qualquer vento, calor forte durante o dia ou mesmo o frio durante a noite, influencia na produção''.
A vagem, de acordo com Tsuzaki precisa de um clima ameno, para ter qualidade. ''Quando acontece algum imprevisto no clima, a qualidade da vagem é afetada rapidamente''. O produtor precisa selecionar o produto e por isso, o preço sobe, explica.

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