Vagas no setor podem crescer cinco vezes
O superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Bruno Musso, apresentou um estudo realizado no ano passado que mapeou as oportunidades e definiu uma agenda para aumentar a competitividade da indústria brasileira no segmento. Pelo levantamento, caso o setor atinja sua plenitude, o número de empregos diretos gerados passaria dos atuais 420 mil para até 2,1 milhões ao longo da cadeia nos próximos anos.
A pesquisa, que já foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, apresenta os principais entraves que dificultam a concorrência das empresas brasileiras. Entre eles, a elevada carga tributária, a falta de mão de obra qualificada e as altas taxas de juros. ''Além disso, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento deixam a desejar em relação aos países concorrentes, e sofremos também com um baixo índice de investimentos em logística e infraestrutura'', afirmou Musso.
Para superar os problemas, o estudo da Onip sugere uma série de políticas que possibilitem à indústria de petróleo e gás alcançar a produção prevista, de 5,6 milhões de barris ao dia até 2020, e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do País. As medidas pretendem viabilizar principalmente o aumento da escala de produção de componentes para o setor, a melhora dos processos produtivos e a ampliação da tecnologia agregada aos produtos nacionais. (A.B.)





