Curitiba- O comércio paranaense registrou desaceleração na geração de emprego no primeiro semestre deste ano. Nos primeiros seis meses, houve crescimento de 1,70% na geração de vagas o que equivale a 6.888 empregos. No mesmo período do ano passado, foram criados 12.076 postos de trabalho. Estes números apontam para uma queda de 42,96% em empregos comparando 2006 com 2005.
''O Paraná está gerando emprego mas em ritmo inferior a 2005'', disse o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Sandro Silva. Segundo ele, a menor geração de empregos é reflexo das taxas de juros altas, da crise da agricultura e da valorização do real frente ao dólar. Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) a desaceleração na geração de empregos no primeiro semestre de 2006 comparado com o mesmo período de 2005 foi de 19,42% e no Interior do Estado de 55%.
O número estimado de trabalhadores com carteira assinada no comércio do Paraná é de 412.039, o que representa 7,07% do total dos trabalhadores do setor no Brasil que chegam a 5,520 milhões. Em Londrina, no primeiro semestre, o nível de emprego teve crescimento de 4,25% com a criação de 1.470 vagas.
Outra situação que tem se tornado muito comum no comércio paranaense é a demissão de trabalhadores com mais de um ano de casa para contratar novos funcionários com salário menor. No primeiro semestre, o salário de contratação era de R$ 491,80 e o dos demitidos de R$ 530,39. Isso significa que o salário dos contratados é 7,26% menor do que o dos demitidos.
No Paraná, no setor de comércio, 39,7% das pessoas demitidas no primeiro semestre tinham mais de um ano de tempo de serviço. Na RMC este porcentual cai para 36,7%. ''Isso reflete na massa salarial do trabalhador'', disse o presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Curitiba e Região Metropolitana, Ariosvaldo Rocha.
Vendas- No primeiro semestre, as vendas também não tiveram um desempenho tão positivo como o registrado em 2004, quando o crescimento foi de 12,16%. Em 2005, o crescimento foi de apenas 0,46% e em 2006 o comércio vendeu 1,32% a mais, resultado inferior ao índice brasileiro que atingiu 5,68%.
O setor que teve a maior queda de vendas no primeiro semestre foi o de combustíveis e lubrificantes com redução de 16,68%. Caso não houvesse essa queda, as vendas do comércio do Estado teriam crescido 4% no primeiro semestre. Entre os setores com resultados positivos estão móveis e eletrodomésticos (10,50%), equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (48,72%), artigos farmacêuticos e médicos (7,09%), alimentos, bebidas e fumo (2,45%) e hiper e supermercados (2,10%).
O Dieese estima que o comércio paranaense vai gerar 10.500 empregos temporários no final do ano. Em 2005, no período de setembro a novembro, foram criados 9.500 postos de trabalho pelo comércio.

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