Vagas formais mantêm desaceleração no semestre
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quinta-feira, 27 de julho de 2006
Folhapress 
Brasília - O desempenho do mercado de trabalho formal decepcionou no primeiro semestre do ano. De janeiro a junho, embora o emprego com carteira assinada tenha registrado 923.798 novas vagas, houve desaceleração no ritmo de crescimento em relação ao mesmo período de 2005. O número de postos criados em 2006 é 4,4% menor.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, em junho, pelo quarto mês seguido, a geração de empregos ficou abaixo do resultado em igual mês de 2005. Enquanto em junho de 2006 a expansão do mercado beneficiou 155.455 trabalhadores, em junho de 2005 eles somaram 195.536.
''Neste primeiro semestre, o câmbio teve um impacto bastante razoável, o que foi agravado com a crise da agricultura, apesar de o setor ter iniciado um processo de recuperação. Alguns setores ficaram abaixo da nossa expectativa, mas acreditamos que o segundo semestre possa ser melhor'', afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
Na contramão de todas as previsões, a taxa de desemprego, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu em junho para 10,4% - contra 9,4% no mesmo mês de 2005. Em maio, havia sido de 10,2%, segundo o instituto.
Já a renda segue em expansão, mantendo o desempenho favorável dos últimos meses graças ao reajuste do salário mínimo e à estabilidade da inflação. A renda cresceu 6,7% ante junho de 2005. Foi a 12taxa positiva seguida nesse tipo de comparação. De maio para junho, a alta ficou em 0,5%, na sexta variação positiva seguida.
''A reação da economia não foi suficiente para absorver a maior procura por trabalho. Talvez a taxa de juro tenha de cair com mais força'', disse Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
Ao comentar o resultado da pesquisa do ministro Luiz Marinho comentou que a taxa de desemprego apurada pelo IBGE vem oscilando muito pouco, ficando praticamente ''inalterada''. Marinho destacou ainda que a pesquisa do IBGE não mede a situação do emprego no interior do país, justamente onde o mercado formal vem apresentado maior nível de expansão.


