O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) definiu a necessidade de realização de exames nos animais considerados sentinela - que nunca receberam uma dose de vacina contra febre aftosa e estão nas fazendas localizadas em um raio de 10 quilômetros das propriedades ainda sob suspeita ou que receberam gado do Mato Grosso do Sul (MS). Esse procedimento seria necessário para liberar a vacinação dos animais.
A Sociedade Rural do Paraná, juntamente com a bancada ruralista do Congresso Nacional, esteve reunida com técnicos do Mapa nesta semana. Na ocasião, eles reivindicaram urgência na vacinação desses animais, uma vez que o foco de aftosa foi constatado no MS. O argumento é que o rebanho pode ser imunizado logo depois da coleta do material, sem que os resultados dos exames fiquem prontos.
Informações extra-oficiais dão conta de que o material já estaria sendo colhido por técnicos. No entanto, se o Mapa não autorizar essa vacinação, a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) poderá autorizá-la. A expectativa, segundo o presidente da Sociedade Rural Edson Neme é que uma decisão neste sentido seja divulgada ainda hoje. ''Acreditamos que até segunda-feira, o Ministério ponha um ponto final sobre a suspeita de aftosa no Paraná. Faltam apenas alguns ajustes técnicos entre o Mapa e a Seab que devem ser resolvidos rapidamente'', disse.

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