Curitiba - O secretário estadual da Agricultura, Newton Pohl Ribas, fez questão de salientar que todas as medidas tomadas têm como objetivo mostrar que não existe vírus da aftosa no Estado. Ele, no entanto, não poupou críticas ao Ministério da Agricultura. ''Tudo o que fizemos está em cheque, porque as fronteiras estão do mesmo modo que em outubro (quando apareceram os focos de aftosa). O vírus não respeita cerca, nem divisa. Se o governo não investir em medidas de vigilância nas fronteiras, no triângulo do Paraguai, Bolívia e Argentina, o risco continua'', disse.
O secretário também divulgou o resultado da primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que ocorreu entre 1º e 20 de maio: 98% do gado do Estado foi imunizado. Apesar da expectativa inicial ser de imunização de 100% do gado, o resultado foi considerado positivo, superior a todas as campanhas anteriores. O Estado tem quase 10 milhões de bovinos e bubalinos. Foram vacinados 1,5 mil animais em áreas de reservas indígenas, 2,6 mil em áreas ocupadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e 1,7 mil em áreas de assentamentos. (M.G.)

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