Curitiba - A campanha de vacinação contra febre aftosa, que deveria ter sido encerrada ontem, foi prorrogada até o dia 31 deste mês. A justificativa foi a falta de vacina em várias regiões do Estado. Segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), ocorreram problemas na distribuição do produto e no descarte de parte do material não aprovado pelo controle de qualidade do Ministério da Agricultura.
Das 9,6 milhões de doses de vacina que deveriam ser distribuídas no Estado, o Ministério da Agricultura liberou somente 64%. Este ano, o índice de reprovação das vacinas no controle de qualidade chegou a 18%, acima do percentual tolerável que é de 5%. Além disso, muitas casas comerciais ainda estão inadimplentes com os laboratórios e não receberam as vacinas, disse o assessor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Alexandre Jacewicz.
A expectativa é que até o final do mês o índice de imunização do rebanho seja superior ao atingido na campanha anterior, que foi de 97,8% dos 9,5 milhões de bovinos e bubalinos criados no Paraná.
O médico veterinário Felisberto Baptista, coordenador da Divisão Sanitária Animal da Seab, adverte que a a partir de 1º de junho os técnicos iniciam a imunização compulsória nos animais ainda não vacinados. Além disso, os pecuaristas serão multados em R$ 56,31 por cabeça não vacinada.

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