Curitiba O Paraná entra mais uma vez na guerra contra a febre aftosa. A segunda etapa da campanha de vacinação contra a doença em rebanhos bovinos e bubalinos começa na segunda-feira nos 399 municípios paranaenses. Todo o rebanho, incluindo recém-nascidos e fêmeas prenhes, tem que ser vacinado. Na primeira etapa da vacinação, que ocorreu entre os dias 1 e 30 de maio, 98,4% do rebanho paranaense foi vacinado. O Paraná está há nove anos sem focos de febre aftosa. O Estado foi reconhecido pelo Escritório Internacional de Epizootias como Áreas Livre de Febre Aftosa com Vacinação em 2000. A principal região de produção bovina do Paraná é Umuarama, onde está 13% da produção do Estado.
Nesta segunda etapa, a meta é vacinar 10,4 milhões de búfalos e bovinos em 213.854 propriedades. A campanha vai até o dia 20 de novembro. O Paraná é um dos 15 Estados brasileiros com a certificação internacional, sendo o principal exportador. No ano passado, as vendas externas de carne bovina em todo o Brasil somaram cerca de US$ 1,5 bilhão. De acordo com o governador em exercício, Orlando Pessuti, o Estado precisa estar sempre imunizando seus rebanhos para evitar que os focos de febre aftosa de países vizinhos, cheguem pela fronteira.
A aftosa é altamente transmissível e ataca bovídeos, caprinos, ovinos e suínos. Os sintomas da doença são febre, feridas na boca e nos cascos, dificuldades de locomoção e alimentação. Os resultados diretos da doença são perda de peso, redução na produção de leite e paralisação das vendas nos mercados interno e externo. ''Temos que evitar que a doença volte ao Paraná. Não existe outro caminho senão a prevenção'', enfatizou Pessuti, durante a solenidade de lançamento oficial da campanha na Fazenda Pousada Alegre Comércio de Leite e Derivados, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
O proprietário da fazenda, Sílvio Klass, é considerado um dos maiores produtores de leite da região. Além da produção leiteira, ele vende matrizes para agropecuaristas brasileiros. São 143 cabeças de gado, completamente vacinado. ''Cumpro à risca todas as determinações legais para sempre ter o gado certificado e produzindo para o sustento de minha família'', afirmou ele. ''Vacinar o gado em todas as campanhas é a garantia que tenho também de que meu produto é adequado e pode ser exportado'', complementou.

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