Vacinação contra aftosa começa quarta
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terça-feira, 24 de outubro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que começa no dia 1º de novembro, foi anunciada ontem pelo secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Newton Pohl Ribas. Na semana passada, o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Carlos Guedes Pinto, anunciou, em Curitiba, que o Estado retomou o status de área livre da doença, o que significa liberdade no trânsito e comércio dos animais dentro do País.
Pohl Ribas informou que a campanha será lançada na Fazenda Modelo do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Ponta Grossa. O trabalho e conscientização sobre a importância da imunização dos rebanhos acontecerá, simultaneamente, em propriedades dos 20 núcleos regionais da secretaria. ''Nós queremos estimular e reforçar esse compromisso com a agropecuária para manter a vacinação como principal instrumento de garantia de área livre de aftosa'', afirmou.
A segunda etapa da vacinação se estende até o dia 20 de novembro. Os criadores têm até o dia 30 do próximo mês para comprovar a vacinação junto às unidades veterinárias da secretaria. A não comprovação pode resultar em multa de R$ 76,45 por animal não vacinado. O Departamento de Fiscalização (Defis) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento tem o cadastro das propriedades e respectivos rebanhos para monitorar a vacinação.
A meta, destacou Ribas, é atingir 100% dos rebanhos de bovinos e bubalinos do Estado, lembrando que, na primeira etapa, em maio, a vacinação espontânea abrangeu 97,6% dos animais. O secretário lembrou, ainda, que o Paraná é o sétimo maior produtor de bovinos de corte, com 221,3 mil rebanhos e quase 9,9 milhões de cabeças.
O trabalho de vacinação assistida, com acompanhamento de técnicos do Defis e representantes dos conselhos municipais de sanidade animal, de acordo com Ribas, será reforçado entre criadores de pequenos rebanhos, comunidades indígenas e áreas de litígio. Segundo ele, em geral, são nesses pequenos criatórios que a imunização deixa de ser realizada. Ele também defendeu maior rigor na vigilância epidemiológica nas fronteiras entre os estados e com países vizinhos.


