O Paraná inicia na segunda-feira a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Será a primeira campanha depois que foram confirmados sete focos da doença entre o final de 2005 e o início deste ano. Por isso, a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) quer vacinar 100% do rebanho, formado por 10,2 milhões de cabeças. Na última vacinação, realizada em novembro, o índice de cobertura foi de 97,6%.
  A Seab, inclusive, fará o lançamento oficial da campanha amanhã em Floresta (25 km a oeste de Maringá). A vacinação inicial será às 16 horas na Fazenda Várzea Grande e terá a participação do secretário Newton Pohl Ribas, do vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) e de autoridades locais e regionais. O período de vacinação se estende até o próximo dia 20 e os pecuaristas têm até o dia 30 de maio para comprovar
a imunização.
  Esse procedimento tem que ser feito nas unidades veterinárias municipais com a apresentação das notas fiscais de compra das vacinas e de um formulário - que é distribuído pelos núcleos da Seab nas lojas veterinárias - preenchido com informações como data da vacinação, dados pessoais do pecuarista, informações da propriedade e faixa etária do rebanho vacinado. Depois do dia 30, quem não comprovar a imunização receberá a visita de técnicos da Seab e, na ocasião, será lavrado um termo de ocorrência.
  Neste documento será concedido um prazo, de no máximo 48 horas, para que o pecuarista vacine seus bovinos. Se esse período expirar e os animais não tiverem sido imunizados, o pecuarista receberá um auto de infração e a vacinação ocorrerá de forma compulsória. Segundo o coordenador regional da Defesa Sanitária do núcleo de Londrina, Carlos Alberto Bonezzi, a vacinação compulsória nunca ocorreu na área de abrangência da unidade, que compreende 19 municípios.
  Na região, o ‘‘lançamento oficial’’ da campanha será no dia 4, quando o rebanho da Reserva Apucaraninha, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), será imunizado. Os índios têm cerca de 150 cabeças e, de acordo com Bonezzi, o início da campanha será na Apucaraninha porque a responsabilidade de imunização em reservas indígenas é do Estado. Em Londrina, os frascos com a vacina já podem ser encontrados nas lojas veterinárias. Em média, cada dose custa R$ 1,10.

  Conscientização - Conforme a assessoria de imprensa da Seab todas as unidades veterinárias do Estado devem, paralelamente, organizar reuniões com lideranças regionais para promover a conscientização sobre a campanha. O núcleo de Cornélio Procópio, por exemplo, fez o lançamento ontem a tarde para veterinários, secretários municipais de Agricultura e proprietários de lojas veterinárias. A reunião ocorreu na sede do núcleo.
  Já a unidade de Maringá (Região Noroeste) deve repetir um trabalho, já realizado em anos anteriores, de vacinação de bovinos localizados em propriedades nas periferias dos municípios. No ano passado, por exemplo, uma parceria entre a Seab, Sociedade Rural de Maringá e as prefeituras de Maringá, Paiçandu e Sarandi possibilitou a vacinação contra a aftosa e a aplicação de vermífugos.
  A Rural doou as doses, enquanto as prefeituras disponibilizaram uma equipe para trabalhar na imunização em conjunto com os técnicos da Seab. ‘‘Realizamos esse trabalho porque, geralmente, são pequenas propriedades que têm uma ou duas cabeças e os proprietários não costumam fazer essa imunização’’, comenta Renato Machado, chefe do núcleo da Seab em Maringá.

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