Curitiba O período oficial de campanha de vacinação do gado contra febre aftosa encerrou ontem. Mas os agricultores que não vacinaram seus animais nesse período ainda têm um prazo extra de 10 dias, desde que não sejam conhecidos na reincidência de não vacinar o rebanho no período recomendado. Esses produtores podem pedir autorização da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento para comprar as vacinas no comércio até o próximo dia 30. Os pedidos devem ser feitos nas unidades veterinárias da secretaria nos municípios.
Nesse período, os responsáveis pela Defesa Sanitária Animal (DSA) vão fazer o levantamento da comprovação dos animais vacinados. Conforme estimativa do coordenador do Programa de Febre Aftosa, Walter Ribeirete, cerca de 75% do plantel de bovinos e bubalinos, estimado em torno de 10 milhões de cabeças, foram vacinados nessa campanha. Ele disse que o índice é satisfatório e que o restante do resultado será divulgado somente após a comprovação.
Após o dia 30, quem não pediu autorização para vacinar o rebanho provavelmente vai receber a visita dos fiscais da secretaria. ''Só que nesse caso, o pecuarista será multado se não apresentar comprovação de compra das vacinas e a imunização será compulsória, com os custos a cargo do pecuarista'', disse Ribeirete. Segundo ele, a multa prevista é de R$ 62 por cabeça não vacinada.
De acordo com o coordenador, a cada campanha a secretaria aproveita as visitas às propriedades para renovar o cadastro. Se o agricultor consta como refratário, ele será visitado. Se não comprovou a vacinação porque vendeu os animais, automaticamente o cadastro é atualizado, explicou. Segundo Ribeirete, na última campanha foi comprovada a existência de 10 milhões e 158 mil cabeças de animais. A expectativa para este ano é de leve redução desse plantel porque muitos pecuaristas trocaram áreas de pastagens pelo plantio de soja.
Segundo Ribeirete, os pecuaristas que não vacinaram os animais no período recomendado não podem alegar falta de vacinas no mercado. ''Isso porque o estoque de vacinas enviadas ao Paraná, cerca de 11 milhões de doses, foi suficiente para atender toda a demanda'', acentuou.

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