O mal da vaca louca ou encefalopatia espongiforme bovina (EEB) estragou o encontro anual entre o campo francês e a capital no 38º Salão Internacional da Agricultura de Paris, que está sendo realizado até o próximo domingo.
‘‘Todos entenderam que deve-se recuperar a confiança dos consumidores e todos mostram os esforços feitos em favor de uma alimentação mais segura’’, explicam os representantes da Federação Nacional de Sindicatos Agrícolas (FNSEA), a poderosa Central Sindical Agrícola francesa, com forte implantação no salão.
‘‘Todos os expositores se organizaram em torno deste esforço’’, reconheceram os colegas da Confederação Camponesa, a organização de José Bové, o líder da antiglobalização.
Ao preparar colóquios, guias e documentação, os organizadores e participantes fizeram de tudo para conseguir o objetivo de tranquilizar o consumidor.
Isto significa que não se pode mostrar a cara menos apresentável do rebanho francês: as fábricas de carne bovina, suína ou avícola. O Salão da Agricultura deve ser um postal do mundo rural, sua vitrine.

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