'Vaca louca' leva País a suspender carnes da UE
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terça-feira, 28 de novembro de 2000
Gecy Belmonte Agência Estado 
O governo decidiu precaver-se contra a síndrome da vaca louca, mal de origem desconhecida que vem provocando a morte de bovinos europeus e dos consumidores que ingerem carne bovina na Europa. O Ministério da Agricultura enviou ontem um comunicado à Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, proibindo a importação de animais vivos, carnes bovina e ovina, tripas e material de reprodução da França, Alemanha, Espanha e Portugal, países onde vêm ocorrendo casos da doença.
As importações da Inglaterra, onde a síndrome teve início, estão proibidas pelo Brasil desde 25 de maio de 1996. O governo brasileiro proibiu também, desde o dia 3 de julho de 1996, a fabricação de farinha de osso e de carne usadas como ração animal.
As autoridades sanitárias mundiais ainda não conseguiram identificar a causa da síndrome da vaca louca. O que se sabe segundo o diretor do Departamento de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Hamilton Farias, é que não é vírus ou bactéria. Há indícios de que a causa seja uma proteína animal que se degenera e provoca a encefalite espongiforme (deterioração do cérebro). Ainda não há registros de casos de vaca louca na América Latina.
Na semana passada, contudo, durante sessão na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, o conselheiro econômico da embaixada do Paraguai em Brasília, Miguel Angel Lopez, alertou as autoridades para a necessidade de controlar, com rigor, o tratamento concedido aos rejeitos da carne bovina (peles e ossos) no Mercosul. Ressaltou que esse cuidado é imprescíndivel para evitar a fabricação de farinha de carne e de osso, alimentos usados como ração animal, que pode transmitir a doença.


