As medidas de controle da encefalopatia espongiforme bovina (doença da ’vaca louca)’ adotadas na Europa devem trazer ganho à balança comercial agrícola brasileira. Com a proibição pelos países da União Européia da utilização de proteína animal na ração bovina, os produtores de farelo de soja já fazem as contas: esperam elevar em 5,7% as exportações em 2001, para 9,9 milhões de toneladas. Aesar da evolução estimada, o País ainda está distante de atingir as 11,560 milhões de toneladas embarcadas em 1995 para o exterior.
A Ceval Alimentos, maior esmagadora de soja da América Latina, pertencente ao Grupo Bunge, prevê para o ano um incremento de pelo menos 10% nas exportações de farelo. O presidente da divisão Ceval, Sergio Waldrich, lembra que em 2000 a empresa embarcou 3,432 milhões de toneladas do produto - volume 15,20% inferior ao exportado no ano anterior.
A previsão de Waldrich é comprovada pelos dados da balança comercial fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O aumento das vendas de soja e farelo de soja foi o fator preponderante no incremento de 41,9% (de US$ 709 milhões para US$ 1,006 bilhão) nas exportações de produtos básicos em janeiro de 2001, em relação ao mesmo mês do ano passado.
No caso do grão de soja, as exportações aumentaram 779 9% em volume (296 mil toneladas), com uma elevação nos preços em 20,1% em relação a janeiro de 2000. A quantidade exportada de farelo de soja, por sua vez, cresceu 116,8% e os preços tiveram um incremento de 25,8% no mesmo período.
As vendas de grãos de soja passaram de US$ 6 milhões em janeiro de 2000 para US$ 58 milhões no mês passado, o que representou um crescimento de 866,7%. No caso do farelo de soja, as exportações passaram de US$ 69 milhões para US$ 189 milhões no mesmo período, o que significou um crescimento de 173,9%.
A União Européia consumiu 96% do volume exportado pelo Brasil de farelo de soja (894 mil toneladas) e de 89% de soja em grão (263 mil toneladas). Os principais compradores de farelo de soja na União Européia são Países Baixos, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Bélgica. Os compradores de soja em grão são Portugal, Países Baixos, Bélgica e Reino Unido.

mockup