Usuários reclamam do
atendimento e serviço
Arquivo FolhaSávio Bloomfield, da Global: ‘‘Atendemos 5 mil ligações por dia’’O vigilante José Pedro de Lima, de 45 anos, comprou uma linha telefônica da Embratel por R$ 370,00 e pediu a transferência na Telepar no dia 18 de agosto do ano passado. Foi dado um prazo de 120 dias para que a linha fosse instalada. Mesmo sem fazer o serviço, a Telepar começou a enviar faturas telefônicas, cobrando a taxa de manutenção e transferência. As primeiras três faturas foram pagas normalmente. ‘‘Eu liguei várias vezes e me disseram que não tinha linha para a minha região’’, afirma ele, que mora no Bairro Novo ‘‘A’’, em Curitiba.
Lima está desempregado há oito meses e comprou a linha para garantir os contatos telefônicos. ‘‘Deixei diversos currículos nas empresas, mas não tenho como me comunicar com eles. Minha esperança era o telefone’’, diz. Maria Elza de Lima, sua mulher, é confeiteira e acredita que poderia ajudar no trabalho do marido se tivesse a linha. ‘‘Posso trabalhar em casa, mas como receberei as encomendas?’’, questiona. Enquanto eles aguardam a ligação da linha, que foi paga à vista, os moradores da região estão recebendo a instalação das linhas convencionais populares da Telepar.
O autônomo Airton Ribeiro de Souza, de 27 anos, mora próximo ao bairro Cachoeira, em Almirante Tamandaré. Ele comprou um celular da Global Telecom há três meses, mas não consegue receber ligações. Desde então, recusa-se a pagar as contas telefônicas. ‘‘Quero pagar apenas o que gastei’’.
A vendedora Wanderléia Gonçalves Lopes, de 32 anos, diz que teve problemas com o telefone que instalou em sua casa desde em que ele foi ligado, há oito meses. No início, os problemas eram operacionais. ‘‘Ele ficou 15 dias sem receber qualquer tipo de ligação. Foi um transtorno’’, conta ela. Desde dezembro, ela começou a receber faturas com ligações realizadas em horários em que não tinha ninguém em casa. Wanderléia chegou a reclamar para a Telepar, mas recebeu uma carta em janeiro dizendo que não havia erro na fatura. Ela foi ao Procon e conseguiu marcar uma audiência de conciliação para o dia 20 de março. ‘‘Não quero mais o telefone, quero o meu dinheiro de volta’’, exige. (L.P.)

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