Oito em cada dez usuários afirmaram, em pesquisa realizada pela SAP – empresa mundial de software voltado ao mercado corporativo - em 17 países do mundo, que estão dispostos a comprar produtos ou serviços ou fazer transações bancárias pelo dispositivo móvel: seja o celular, smartphone ou tablet. Mercados emergentes, segundo o estudo, apresentam mais inclinação ao uso (96%), enquanto que nos países ditos "maduros", este índice cai para 59%.
Nada mais natural, já que o uso do celular para inúmeras atividades já é algo comum. De acordo com a mesma pesquisa, 63% dos entrevistados usam seus aparelhos para outros tipos de atividades, além de fazer ligações. Metade acessa a internet pelo menos uma vez ao dia pelo telefone.
Entretanto, apenas 32% dos respondentes afirmaram que usam, efetivamente, o celular para compras de produtos e serviços. Entre as barreiras citadas estão o fato de não gostarem de fornecer informações pessoais (46%), a preocupação com a segurança das informações (45%) e a falta de acesso à internet no momento da transação (43%).
Caso houvesse mais opções de meios de pagamento (64%) e se o pagamento móvel fosse aceito por mais varejistas (51%), os entrevistados afirmaram que estariam mais propensos a comprar pelo dispositivo móvel. Além disso, 52% acreditam que o pagamento móvel deve aumentar conforme crescer a confiança na segurança móvel.
Na opinião de Roberto Nishimura, gestor da área de Tecnologia da Informação da Sercomtel, os usuários estão mais acostumados a utilizar serviços de bancos pelo celular, já que cada banco possui um aplicativo próprio cujo ambiente é mais seguro. "Já quando se fala de comprar pelos sites, é um pouco preocupante. Incidentes de vírus neste tipo de ambiente têm aumentado muito, e as pessoas não estão acostumadas a comprar antivírus para o celular." A tendência, entretanto, é que esta situação se reverta com o tempo, ele completa.
Para Nishimura, há um grande potencial de uso do dispositivo móvel para a compra de produtos ou serviços de baixo valor e de consumo imediato. Um exemplo é o ingresso para o cinema ou o cupom de desconto para o restaurante, bar ou casa de shows, que poderiam muito bem ser adquiridos no trajeto para os locais. Na área do varejo, serviços de entretenimento, download de música, livros ou e-books e vestuário são os produtos ou serviços que, segundo a pesquisa da SAP, mais interessam aos usuários de dispositivos móveis.
Fabian Valverde, diretor de mobilidade da SAP Brasil, disse que ofertas com tempo determinado cujo e-ticket é, em média, R$ 50 – gerando compras impulsivas -, e ofertas com e-ticket mais alto, porém que atendem às necessidades do usuário e são, portanto, mais assertivas, são aquelas com maior potencial de serem adquiridas pelos consumidores via dispositivo móvel.
Os aparelhos móveis também possuem a vantagem de informar a localização do comprador, o que viabiliza o envio de ofertas relacionadas ao local onde o consumidor está. "Estudos apontam que as ofertas ligadas ao dispositivo móvel são 10 vezes mais efetivas do que as feitas apenas on-line (via computador)", finaliza.

Imagem ilustrativa da imagem Usuários estão mais propensos a comprar pelo celular
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