Usuários do porto seco terão descontos
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Eli Araujo<br> Reportagem Local 
A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) ofereceu ontem vantagens e descontos para incentivar a utilização do terminal de cargas do Aeroporto de Londrina - o porto seco. Entre os incentivos apresentados pelo gerente de Gestão e Relações com o Mercado da Infraero, Aldecir de Oliveira Lima, de Brasilia (DF), está o desconto de 40% para utilização do terminal, no caso de importação. Uma mercadoria com mil quilos avaliada em R$ 50 mil, por exemplo, que custa R$ 795,00 em outros terminais, custará R$ 495,00 em Londrina. Haverá benefícios também no caso de exportação. O contêiner embarcado para o modal marítimo pagará uma taxa de R$ 100,00, independente do peso.
A partir das medidas a Infraero acredita que o porto seco poderá ser utilizado, ao menos em parte, ainda este ano. O assunto foi tema de uma reunião realizada ontem à tarde, na superintendência da empresa em Londrina.
Lima se mostrou decepcionado com a ociosidade do terminal e disse que a utilização deste espaço, além de representar economia para os empresários, vai contribuir para aumentar a arrecadação de impostos na cidade. ''O desafio agora é que os empresários decidam trazer suas cargas para Londrina. Não há mais obstáculos, a não ser a vontade de querer fazer'', afirmou o gerente da Infraero.
Para os participantes o porto, inaugurado em dezembro do ano passado, não é utilizado porque as empresas que trabalham com comércio exterior no Norte do Estado não mudaram suas estratégias logísticas, mantendo as operações em outros aeroportos, tais como Curitiba, Guarulhos (SP) e Viracopos (Campinas -SP). A segunda conclusão é que as empresas aéreas não têm as informações ou o interesse necessário em fazer o transporte dos outros aeroportos até Londrina.
Uma nova reunião deve ocorrer nos próximos dias em São Paulo com empresas do setor que operam em Londrina para discutir a questão logística.
A empresária Karina Schnaid, que trabalha como despachante com empresas que trabalham com importação e exportação, saiu otimista de reunião e acredita que o encontro a ser realizado em São Paulo será decisivo. ''Desta vez, o terminal de cargas decola'', resumiu.


