Usuários buscam internet com banda larga
Segundo a Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE), o Brasil tem um dos serviços de internet banda larga mais caros do mundo. A mensalidade média do serviço é de US$ 27,04 (cerca de R$ 45,97), mais barato que nos EUA, cuja média é de US$ 49,25 (R$ 83,73). Mas como a velocidade média da conexão no País é baixa, os brasileiros pagam mais por megabit: US$ 25,03 (R$ 42,55). Nos Estados Unidos a média por megabit é US$ 5,13 (R$ 8,72). Os dados são de 2009.
Os principais usuários das lan houses brasileiras são como o empresário Anderson Paul Cararo, de Curitiba. Webdesigner, Cararo tem na internet sua ferramenta de trabalho. Mas mesmo assim a mensalidade do serviço de acesso é cara demais. ''Queria montar um home office e fiz uma pesquisa de preço. O que vi é que teria que gastar pelo menos R$ 130 por mês para ter o serviço'', conta.
O preço é alto, explica o empresário, porque a região onde ele mora tem pouca concorrência. ''São só duas empresas que ofertam o serviço. Se fosse em outro bairro da cidade teria mais opções'', completa.
Mas a conexão domiciliar a internet é mais cara em locais mais pobres? O analista de dados do Cetic, Juliano Cappi, diz que não é possível afirmar isso com os dados disponíveis hoje. ''Mas é fato que na periferia e nas áreas rurais a oferta de serviços de acesso domiciliar são reduzidas'', avalia. Sem opções, o custo sobe.
Além disso, segundo a pesquisa de uso das tecnologias de informação e comunicação do Cetic, o custo elevado do serviço é a razão alegada por 81% das pessoas com renda familiar de até um salário mínimo para não ter internet em casa. ''Isso significa que essas pessoas não tem excedente de renda para pagar o serviço e também que ele é muito caro'', completa. (R.C.F.)





