No Paraná, a troca do sistema analógico de telefonia celular pelo sistema digital só deve ser feita no final do ano, quando o setor estiver privatizado, obrigando o usário a substituir o aparelho. A mudança das centrais custaria cerca de R$ 160 milhões. Segundo o vice-presidente executivo da Telepar, Luiz Mário Lampert Marques, não há dinheiro público para isso. O primeiro passo para a privatização será dado amanhã numa assembléia geral da Telepar, quando o departamento de telefonia celular se torna uma empresa independente: a Telepar Celular.
O vice-presidente da empresa aconselha os usuários a não trocarem de telefone enquanto não se concretizar a digitalização. Ele explica que os aparelhos digitais à venda têm duas tecnologias incompatíveis e o consumidor tem 50% de chance de errar na compra. Em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, onde o sistema já está sendo digitalizado, as companhias telefônicas vão ter que distribuir telefones celulares do sistema digital para os assinantes. Segundo o presidente da Telebrás, Fernando Xavier, esta distribuição já estava prevista na lei que regulamenta a privatização das telecomunicações. Os sistemas analógico e digital de telefonia celular podem ser comparados aos rádios AM e FM, no que diz respeito a qualidade do sinal, explica Lampert.
A separação da Telecomunicações do Paraná S/A e a Telepar Celular S/A representa o primeiro passo nos preparativos do setor para a privatização, que deve acontecer junho. As 26 empresas celulares dos Estados vão ser agrupadas em nove grupos, assim como as 27 empresas de telefonia fixa devem compor quatro grupos. As 13 empresas serão leiloadas no dia 30 de junho. O vice-presidente da Telapar, Luiz Mário Lampert Marques diz que o agrupamento das empresas tem o objetivo de reduzir custos administrativos, enxugando as estruturas. Para o consumidor não muda nada por enquanto, garante.(M.K.)

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