Cláudia Lopes
A partir do dia 3 do próximo mês, os paranaenses poderão optar entre dois códigos para fazer chamadas interurbanas na região Centro-Sul: o 21 (Embratel) e o 14 (Tele Centro Sul). Em Londrina e Tamarana, os prefixos poderão ser o 21 e o 43 (Sercomtel). Para ligações internacionais, o único código é o da Embratel (21).
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ‘‘dividiu’’ o Brasil em três: a região 1 compreende o Leste, Nordeste e Norte, a região 2 engloba o Sul, o Centro sul e Oeste e a região 3 é todo o estado de São Paulo. Quem estiver em Londrina poderá usar o código da Sercomtel ou da Embratel nas ligações dentro da região 2. Nas ligações interurbanas para São Paulo, por exemplo, o código terá que ser o da Embratel (21) - neste caso, aquela operadora paga uma taxa de uso de rede para a Sercomtel.
A região 2 é a única que ainda não tem empresa espelho definida. As operadoras são a Tele Centro Sul, a Sercomtel e a CRT (Pelotas). A Anatel lançou anteontem um chamamento público à empresas interessadas em explorar telefonia fixa local e de longa distância na região 2 como ‘‘espelho’’.
O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, acredita que, apesar do sistema mudar no próximo mês, a concorrência só irá começar para valer depois que a Bonari (espelho da Embratel) entrar em operação, o que deve acontecer em outubro. ‘‘Neste momento é que deve começar os impactos tarifários’’, prevê.
Ele afirma que a operadora londrinense pretende encontrar nichos de mercado para atuar. ‘‘Não podemos concorrer de igual para igual com grupos internacionais. Nossa intenção é continuar fortes na prestação de serviço telefônico local, aumentando a oferta de produtos como Internet e TV por assinatura’’, exemplifica Pavan. ‘‘Daqui a alguns anos, os concorrentes devem se especializar em segmentos diferentes, como acontece nos Estados Unidos, onde há operadoras que se especializaram em vender longa distância para a América Latina. Cada um deve procurar seu espaço’’, afirma.
A empresa tem procurado fazer parcerias com outros grupos a fim de aumentar sua gama de serviços, ele diz. ‘‘Queremos atuar em setores ços compatíveis com nosso tamanho e competência. Também vamos trabalhar para fidelizar nossos clientes’’.
Ele diz que o importante é que a Sercomtel está preparada tecnicamente para a abertura do mercado de telefonia. ‘‘Nos últimos quatro anos, fomos adaptando nossas centrais e sistemas de informática pensando nisso’’, conta, afirmando ainda que a operadora não fez um investimento específico neste sentido. A empresa ainda não definiu seu plano tarifário, segundo o presidente da companhia. No próximo dia 15, a Sercomtel lança a sua campanha de esclarecimento.Antes de pegar o telefone para fazer um interurbano, vai ser preciso escolher a operadora que vai vender o serviço
Arquivo FolhaGuerra de tarifaRubens Pavan, presidente da Sercomtel, prevê que a concorrência vai começar para valer depois que as ‘espelhos’ entrarem em operação, o que deve acontecer em outubro

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