Um usuário da operadora do plano de saúde Hospitalar está se queixando contra a empresa que se recusa a autorizar uma cirurgia para o seu filho, de apenas dez meses. A contratação do plano para a criança, que nasceu prematura, foi feita um mês após o seu nascimento, em outubro do ano passado. A criança sofre de refluxo gástrico e a operadora alega que o problema surgiu no período que o menino ainda estava sem a cobertura do plano. Já a família diz o refluxo apareceu depois da contratação.
O pai do menino, Luís Vinícius Cangussú lembra que o filho nasceu prematuro em setembro do ano passado e, por isso, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu por três meses. O refluxo apareceu durante o período de internamento e, por isso, há a divergência entre as partes. Para contornar o problema, o menino é submetido à sessões diárias de fisioterapia, além das constantes sessões de inalação, feitas em casa pela avó, que é auxiliar de enfermagem.
''Sem a cirurgia o meu filho corre risco de morte. Toda vez que ele vai mamar ou ingere algum líquido a sua posição tem que ser de 45 graus para evitar que o líquido volte e, mesmo assim, há o risco de ir para o pulmão e de contrair uma pneumonia'', conta Cangussú. No pedido de autorização da cirurgia à operadora, o médico cirurgião afirmou que a criança sofre de displasia em decorrência da entubação prolongada e prematuridade. E é neste ponto que a operadora do plano de saúde se apega.
Segundo o gerente da empresa Anderson Forin o refluxo do menino foi adquirido durante o período que o plano ainda não havia sido contratado. ''É um caso pré-existente e iremos dar duas saídas para o caso: o pai pode aceitar que o problema já existia e, nesse caso, o Hospitalar não vai arcar com os custos da cirurgia ou se ele não aceitar a operadora vai autorizar a cirurgia, mas vai levar o caso para julgamento da ANS (Agência Nacional de Saúde)'', explicou. O assunto será discutido com Cangussú nesta segunda-feira.
No entanto, à reportagem o cirurgião, que preferiu não se identificar, disse que a doença do menino é congênita, mas que pode aparecer em qualquer período da sua vida. A família da criança diz que tem como provar que o problema foi adquirido depois da adesão ao plano com um raio-X realizado em novembro. O exame comprovaria que o refluxo apareceu após a contratação do plano.

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