O consumidor que economizar energia entre 17 e 22 horas terá desconto na conta de luz. O Departamento Nacional de Aguas e Energia (DNAEE) publica na próxima segunda-feira uma portaria autorizando as concessionárias de energia elétrica a instalar gerenciadores de cargas em residências, estabelecimentos comerciais e pequenas indústrias, que controlarão o funcionamento de aparelhos elétricos de consumo elevado, como chuveiros, ar condicionado e soldadores.
Esses gerenciadores evitam que esses aparelhos sejam utilizados nos horários de pico de consumo de energia elétrica - das 17 às 22 horas. Durante o horário de verão, que começa no dia 6 de outubro e termina em 15 de fevereiro, o horário de pico será das 18 às 23 horas. Os gerenciadores, cuja instalação é voluntária, impedem que alguns equipamentos elétricos sejam ligados em determinados horários.
A portaria do DNAEE determina que esses controladores de consumo só poderão ser usados por até 3 horas seguidas, que serão definidas pelas concessionárias, exceto aos sábados e domingos. Foi autorizada também a concessão de um desconto nas tarifas de energia no final do mês para quem concordar em instalar os aparelhos. O porcentual de desconto ainda será definido pelo DNAEE. Os custos e manutenção de instalação dos gerenciadores ficarão sob responsabilidade das concessionárias.
Quando o consumidor desejar, o equipamento também poderá ser retirado do imóvel. O desconto, porém, será eliminado. A iniciativa do Ministério de Minas e Energia faz parte do Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica (Procel). Desde o ano passado, as concessionárias de Minas Gerais, Distrito Federal e Goiás já vinham realizando experiências piloto bem sucedidas com esses aparelhos.
A iniciativa do governo é mais um instrumento para tentar conter o aumento da demanda de energia elétrica no País, principalmente no horário de maior consumo. Na semana passada foi iniciada uma campanha nacional para pedir que a população evite o desperdício de energia. No horário de pico, o consumo se aproxima perigosamente do total da produção nacional, o que leva a riscos graves de colapso do sistema elétrico nacional.

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