O comerciário Hebert Friesen, de 43 anos, mora em um sobrado de 130 metros quadrados no bairro do Boqueirão, periferia de Curitiba. Ele vive com outras três pessoas. Mensalmente, gastava 286 kwh – o equivalente a R$ 57,20. Desde que resolveu economizar energia, conseguiu reduzir os gastos em 26%. ‘‘Resolvi evitar o desperdício. Só desliguei luzes, televisão e computadores’’, disse.
No horário de pico, entre 18 e 21 horas, foram cortados os banhos. Houve ainda uma redução no tempo de banho de 15 para 10 minutos diários. ‘‘Eu me surpreendi com o resultado. Consegui reduzir os custos sem precisar abrir mão de nada’’.
Outra medida tomada pelo consumidor foi apagar as luzes que ficam ligadas desnecessariamente. ‘‘Passamos a desligar a luz de fora do sobrado. Moramos em um condomínio e deixar a luz ligada não é uma necessidade’’, avalia Friesen. Antes do Plano Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), a família deixava até duas televisões ligadas sem ninguém nos quartos. ‘‘São coisas que a gente faz sem perceber. Agora estamos atentos. Não deixamos de assistir televisão. Mas não deixamos televisores ligados sem necessidade’’.
‘‘Se todos fizerem um esforço para a redução de consumo, vão perceber como é fácil reduzir a conta sem grandes sacrifícios. E com vantagem para o bolso no fim do mês. É capaz das concessionárias começarem a fazer campanha contrária e pedir para a gente consumir mais’’, brinca.

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