A intenção do governo é voltar-se principalmente para a produção de biodiesel de óleo de mamona. Cerca de 50% do combustível que será consumido no País deve vir dessa matéria-prima, por causa do apelo social. A plantação, cultivo e colheita da mamona são intensivos em mão-de-obra, contribuindo para a criação de empregos e distribuição de renda para milhares de excluídos nas regiões mais carentes, argumenta o assessor da presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), José Roberto Rodrigues Peres.
Além disso, a mamona é facilmente adaptável ao semi-árido do Nordeste. ''Queremos que famílias dessas regiões produzam a mamona e a vendam para as indústrias'', diz Tolmasquim. Mas o governo terá de dar alguma contribuição. ''Esses pequenos agricultores precisarão ter acesso a crédito e garantia de compra do produto'', ressalta Peres. Outro ponto positivo da mamona é o período entre a plantação e a colheita, de apenas seis meses. Isso contribuiria para acelerar a formação de uma indústria de biocombustível.

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