Uso do cheque especial só em último caso
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quinta-feira, 07 de janeiro de 2010
<br> Agência Graffo 
Belo Horizonte - O ano já começou e junto com ele chegam os boletos dos impostos a pagar, a lista de material escolar das crianças, a matrícula da escola e também a primeira mensalidade do ano. Além da conta do cartão de crédito com os gastos com festas de fim de ano, os cheques pré-datados sendo compensados na conta e a viagem programada com a família nas tão esperadas férias.
Se você não economizou para honrar esses compromissos ou deixou parte do seu 13º salário reservado para isso, uma opção pode ser apelar para as linhas de crédito ofertadas pelos bancos, como crédito consignado, empréstimo pessoal e, como última alternativa, o cheque especial. Segundo especialistas, esta opção só deve ser usada em último caso mesmo porque as taxas de juros são muito mais altas que as outras modalidades.
Se pegar dinheiro emprestado for sua única opção para não ficar com o nome sujo, um levantamento anual sobre juros bancários da Fundação Procon-SP pode ter trazido uma boa notícia. A pesquisa constatou movimento de queda nas taxas médias do empréstimo pessoal e do cheque especial em 2009, ao contrário do que ocorreu em 2008.
No cheque especial, as quedas foram de pequena magnitude e, a partir do segundo semestre, a tendência foi de estabilização. No empréstimo pessoal, a queda foi mais acentuada ao longo de todo o ano. No cheque especial, a taxa média foi de 8,93% ao mês, indicando um acréscimo de 0,20 ponto percentual em relação à taxa média de 2008, que era de 8,73% ao mês. Entretanto, o ano passado começou com uma taxa média, entre os bancos pesquisados, de 9,25% e finalizou em 8,78% ao mês, registrando variação negativa de 5,08%.
No empréstimo pessoal a taxa média foi de 5,49% ao mês, indicando um decréscimo de 0,23 ponto percentual em relação à taxa média de 2008, que era de 5,72% ao mês. O ano iniciou com uma taxa média, entre os bancos pesquisados, de 6,01% e finalizou com uma taxa de 5,17% ao mês, registrando variação negativa de 13,98%.
O levantamento anual envolveu dez instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.


