Uso do cheque cai 44% em uma década e custo do talão dobra em 3 anos
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quinta-feira, 12 de julho de 2007
Folhapress 
São Paulo - A evolução dos meios eletrônicos de pagamentos e a implantação do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), em abril de 2002, reduziram significativamente o uso do cheque, além de torná-lo mais caro para o cliente bancário.
Estudo realizado pelo Ibmec São Paulo revela que a utilização do cheque caiu 44% entre janeiro de 1997 e junho de 2006. Em 1997, a cada mês eram compensadas 250 milhões de folhas de cheques. O número de compensações diminuiu para cerca de 140 milhões em junho do ano passado. No mesmo período, o volume financeiro envolvendo cheques caiu 78%, de R$ 320 bilhões para R$ 70 bilhões.
Além disso, o custo do talão de cheque, na média, ficou bem mais caro para os usuários. O valor máximo subiu de R$ 9, no início de 2003, para R$ 18, em igual período de 2006.
Por outro lado, a representatividade dos cartões nos meios de pagamentos apresentou crescimento expressivo, passando de 27% para 55% entre 2000 e 2005. Isso ocorreu porque, além de os cartões darem mais segurança e serem mais baratos para o usuário em suas compras, os lojistas passaram a dar preferência a esta forma de pagamento pela maior garantia de recebimento neste sistema de operação.
Segundo o estudo, essas mudanças são consequências diretas das medidas regulatórias que foram estabelecidas pelo Banco Central com a implantação do novo SPB e que tinham como objetivo inicial reduzir o risco sistêmico do mercado brasileiro, fortemente concentrado nos cheques de valor elevado - pouco mais de 1% dos cheques compensados correspondiam a 70% do volume financeiro do sistema.
Para substituir os cheques, o Banco Central criou a Transferência Eletrônica Disponível (TED), uma alternativa mais segura e rápida, que em menos de três anos conseguiu concentrar mais de 60% da participação financeira dos meios de pagamento.


