Quando estava no terceiro ano da faculdade, em 2006, o analista de compras Luiz Alfredo Chiarato, de 26 anos, adquiriu o seu primeiro talão de cheques por meio de uma conta universitária. A falta de planejamento resultou em dor de cabeça e demandou mais de um ano para colocar as contas em dia.
Chiarato conta que não media consequências para usar o cheque com ''futilidades'', como churrasco com os amigos e barzinho. ''Sempre que ia comprar alguma coisa optava pelo pré-datado, mesmo que tivesse dinheiro'', diz. Como o limite da conta universitária é baixo, quase todo mês o estudante ficava no vermelho porque o valor mensal que os pais lhe garantiam somado à sua renda não eram suficientes para cobrir as despesas.
O analista lembra que não costumava emitir cheques altos, mas vários de pequenos valores. ''Quando me dei conta estava enrolado. É como se fosse uma bola de neve'', compara. Para evitar problemas maiores, ele mantinha uma planilha com o nome e telefone de todas as pessoas ou estabelecimentos para os quais tinha passado cheque. ''Como sabia que ia dar problema, já me adiantava e negociava com eles, mas mesmo assim acabei perdendo o controle. No meu caso não foi falta de orientação'', reconhece.
Após concluir o curso de graduação, o jovem optou por cortar os gastos com cheques e resolveu cancelar o talão. ''Não foi difícil me restabelecer porque tinha tudo anotado na planilha e nos canhotos, mas demorei um ano e meio para colocar as contas em dia'', reitera. ''Atualmente utilizo apenas dinheiro ou cartão de crédito e não pretendo voltar a usar cheque.''(A.V.)

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