Uso de veneno pirateado é crime ambiental
O agricultor que usa agrotóxicos ilegais está cometendo um crime ambiental. Desde o ano passado até maio deste ano, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lavrou multas no valor total de US$ 1 milhão na região do Cerrado e nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. A assessoria de imprensa do órgão informou que após a primeira fase da campanha do Sindag e Andav, no ano passado, a fiscalização sobre a circulação desses produtos foi incorporada à rotina do Ibama.
No Paraná, a apreensão mais significativa aconteceu em Corbélia (24 km ao norte de Cascavel). De acordo com o presidente da Associação dos Distribuidores de Defensivos Agrícolas da Região de Cascavel, Agassiz Linhares Neto, as irregularidades foram apuradas após denúncias recebidas pelo serviço Disque-Denúncia mantido por Sindag e Andav. ''Acreditamos que os defensivos contrabandeados venham do Paraguai'', comentou.
Segundo ele, produtores da região contam que os vendedores vão até as propriedades oferecer os produtos. ''O agricultor precisa se conscientizar que esses defensivos não têm garantia''.
Para Agassiz, outro problema decorrente do contrabando diz respeito ao correto descarte das embalagens. Pela lei, produtores devem devolver todas as embalagens aos revendedores, que só recebem os recipientes mediante apresentação da nota fiscal. ''Não sabemos que destino será dado às embalagens contrabandeadas, já que foram compradas sem nota fiscal'', afirmou.





