Usar softwares como jogos ou sistemas operacionais piratas pode proporcionar economia em um primeiro momento, mas o prejuízo com problemas causados por vírus pode ser maior. Uma pesquisa encomendada pela Microsoft e realizada pela consultoria IDC estima que cerca de US$ 700 milhões e 44,2 milhões de horas serão gastas pelos brasileiros que usam software pirata este ano. O valor deverá ser aplicado na solução de problemas como perda de dados, ocasionados por vírus que podem vir de carona com o produto pirata.
De acordo com a gerente de Propriedade Intelectual e Antipirataria da Microsoft Brasil, Vanessa Fonseca, o vírus pode infectar os computadores dos usuários que usam software não original, e deixá-los incapacitados para realizarem as atualizações de segurança oferecidas pela empresa que desenvolve o programa. Mas um dado preocupante, conforme o levantamento, mostra que computadores podem até mesmo vir da loja com software pirata instalado e pré-infectados.
De 203 máquinas com software não original instalado, segundo a pesquisa, 61% já estavam pré-infectados com códigos maliciosos. No Brasil, o índice foi de 47%. Mais de cem ameaças foram encontradas nestes computadores.
Uma vez infectadas, as máquinas podem apresentar problemas como perda de dados e roubo de identidade. "Os softwares piratas podem causar vazamento de informações pessoais, crackers podem acessar documentos e as máquinas podem ser danificadas", enumera Vanessa. "As empresas podem passar anos com as máquinas sem apresentar problemas técnicos, mas podem estar sendo observadas por uma rede de crackers. O problema nem sempre é perceptível, visível", continua. Para lidar com estas situações, as empresas brasileiras gastarão US$ 4,6 bilhões, afirma ainda o estudo.
Um fenômeno nas empresas chamado de "traga seu próprio equipamento" (BYOD, de Bring Your Own Device em inglês) também pode contribuir para este dado. De acordo com a pesquisa encomendada pela Microsoft, 27% dos funcionários de empresas entrevistadas instalam softwares próprios nos computadores do trabalho, que correspondem a 20% do total de softwares piratas presentes nas companhias. Este índice é maior na América Latina – 38%.
Para se proteger, além de usar sempre software original, a gerente da Microsoft orienta que o usuário deve sempre comprar computadores em revendas e lojas do varejo com boa reputação.

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