Os principais resultados do estudo apresentado aos jornalistas pelo pesquisador Graham Brookes demonstram que as culturas transgênicas reduziram o volume de pesticidas utilizados globalmente em 6%, desde 1996, uma diminuição de 172,5 milhões de quilos, ou aproximadamente R$ 1,9 bilhão de reais. No Brasil, o volume de herbicidas utilizados na soja caiu em cerca de 3,2 milhões de quilos, equivalente a um decréscimo de 4% no impacto ambiental associado ao cultivo da soja.
Benefícios econômicos também foram observados no nível de produção. Desde 1996, a renda agrícola global cresceu em um total cumulativo de US$ 27 bilhões. Isto é equivalente à adição de 3% a 4% ao valor da produção global das quatro principais culturas biotecnológicas. Neste mesmo período de nove anos, os produtores brasileiros de soja ganharam um valor adicional de US$ 829 milhões - 3% do valor da produção nacional. Os principais lucros foram obtidos com a redução de custos, principalmente na pulverização com herbicidas.
Os produtos geneticamente modificados ocupam 78 milhões de hectares em todo o mundo, com 61% desta área destinada à soja, 23% para o milho, 11% ao algodão e 5% à canola. No Brasil, dados extremamente conservadores, como observou o próprio Brookes, mostram que no ano passado 20% das lavouras eram de plantas GM, mais ou menos 5 milhões de hectares, representando 6% das culturas de soja tolerante a herbicida no mundo.
Com relação ao impacto global na emissão de gases causadores do efeito estufa, o estudo de Brookes demonstra que houve uso reduzido de combustível com menor quantidade de pulverização e cultivo do solo, beneficiado pelos sistemas de plantio direto. Somente no ano passado, a emissão reduzida de carbono foi equivalente à retirada de 4,7 milhões de carros das ruas por um ano inteiro. Este número é o equivalente a quase o dobro da frota total circulante no Paraná. (D.G.)

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