Uso de corante pode detectar fungicidas
O governador Roberto Requião vai enviar ao Governo Federal um documento solicitando que volte a ser exigida, em todo o País, a aplicação de corante nos fungicidas usados para tratar as sementes de soja. Esta seria a maneira mais rápida e eficiente de detectar a presença do agrotóxico, que não pode ser constatada a olho nu. A decisão foi tomada ontem após reunião do governador e dirigentes de cooperativas do Paraná.
De acordo com secretario de agricultura do Paraná, Orlando Pessutti, a análise para detectar a presença de fungicida nas sementes é de competência do ministério da Agricultura. À Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), cabe a fiscalização da presença de impurezas, umidade e organismos geneticamente modificados (OGMs).
Antes da China ter recusado os primeiros navios, em maio, o exame de toxidade das sementes não era feito pelo ministério. ''Até porque a comercialização de sementes misturadas com grãos comerciais é proibida'', justificou o secretário. A análise passou a ser feita a partir de 22 de maio. ''O navio recusado na segunda-feira deve ter sido embarcado antes dessa data'', acredita.
A Claspar está fazendo uma varredura em Paranaguá, junto com o ministério da Agricultura, para encontrar possíveis cargas contaminadas por agrotóxico. De acordo com o presidente da empresa, Eduardo Baggio, ainda não foram encontradas irregularidades. (C.A.)





