Rio de Janeiro - A utilização da capacidade instalada, um dos principais indicadores de produção da indústria, subiu quase 4 pontos porcentuais de março para abril, passando de 78,2% para 82%, o maior nível desde abril de 2001. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que os empresários do setor estão mais otimistas e a produção deverá retomar fôlego no segundo trimestre.
Outra conclusão destacada pelo economista Aloisio Campelo, responsável pelos resultados prévios da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, é que esse movimento ocorre em paralelo com outra notícia positiva: a queda no número de empresas que pretendem reajustar preços.
A sondagem revelou que, em abril, o nível de demanda foi considerado ''forte'' por 22% das indústrias pesquisadas, o melhor resultado da série histórica da prévia da sondagem - iniciada em janeiro de 2000 - desde abril de 2000 (23%). No caso dos estoques, apenas 6% das empresas entrevistadas os consideravam excessivos em abril, ante 8% em janeiro e 20% em outubro. Os resultados finais da sondagem serão divulgados no final do mês.
Segundo Campelo, os dados mostram que a demanda está mais forte e os estoques em ''normalidade'', o que aponta ''uma recuperação da produção industrial, pelo menos na margem''. Os dados já divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos a 2004 mostraram, até fevereiro, uma perda de fôlego no processo de recuperação da indústria, que para Campelo será reiniciado no segundo trimestre. ''Pode-se falar em retomada da recuperação'', afirmou.
Outro dado importante como sinal de aceleração da produção é que as empresas diagnosticaram aumento das demandas interna e externa. Em abril, 20% dos entrevistados diziam que o nível de demanda interna atual está forte, ante 15% em janeiro. E 25% das indústrias pesquisadas manifestaram encontrar ''demanda forte'', ante 11% em janeiro. A coleta de dados ocorreu entre os dias 25 de março e 12 de abril.

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