Curitiba - Navegar na internet exige uma série de medidas de segurança para não ter surpresas desagradáveis. As três principais dicas são ter um bom anti-vírus que atualize constantemente, acessar sites confiáveis e não abrir e-mails de origem desconhecida.
O diretor de tecnologia da empresa de segurança digital PBI, Thiago Berto, disse que um bom anti-vírus precisa ser automático e não manual. Este sistema também deve ser utilizado para verificar os arquivos recebidos por e-mail antes de executá-los.
O site www.trendsecure.com oferece a ferramenta ''trend protect'' que mostra, através de cores, a ''reputação'' das páginas na internet através dos tons vermelho (perigo), amarelo (cuidado), verde (site confiável) e cinza (endereço desconhecido). O coordenador de negócios da PBI, José de Soares, disse que as cores aparecem já no momento que o internauta escreve o endereço do site nas páginas de busca como o Google.
Outro detalhe: Os bancos e as instituições financeiras nunca entram em contato com os clientes através de e-mail. Vários clientes do Banco do Brasil receberam páginas falsas da instituição para que atualizassem dados há cerca de um ano. O internauta deve desconfiar de todas as mensagens que vêm por e-mail e pedem informações de dados pessoais. Outra dica importante é digitar manualmente o endereço do banco. Em sites que peçam login e senha, a pessoa deve verificar a presença do cadeado fechado no canto inferior direito de seu navegador.
O internauta não deve acessar páginas bancárias ou que peçam informações confidenciais em computadores nos quais não confia como em lan houses. Em sites que exigem senhas para entrar, como bancos, a pessoa deve sempre utilizar o botão ''sair'' ou ''logout'' da página. Apenas fechar o navegador deixa a senha ativada por um período que pode ser aproveitado.
A criação e uso de senhas é um capítulo a parte e que exige vários cuidados. O internauta não deve usar senhas baseadas em informações pessoais, sequências de números (1234560) ou palavras de dicionários. As senhas devem ter pelo menos oito caracteres misturando letras, números e caracteres especiais .
Berto disse que nas empresas os pontos fundamentais do tripé são os produtos de segurança como anti-vírus, o monitoramento e a atualização dos processos de segurança e os funcionários. Segundo ele, as pessoas são o ''elo fraco'' do tripé nas companhias. ''As empresas investem em anti-vírus mas não em treinamento de uso da internet e de e-mails'', disse. Uma situação muito comum é os funcionários clicarem em e-mails que tragam assuntos da ''moda'', ou seja, que são muito divulgados na mídia como programas de tevê e grandes catástrofes. Estes endereços são geralmente usados para espalhar vírus.

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