Uso consciente dinheiro em cartilha
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de março de 2009
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Usar o dinheiro de forma mais eficiente e ajudar a família a estabelecer orçamentos domésticos mais organizados. Estas são algumas das propostas do projeto Uso Consciente do Dinheiro que o Banco Itaú tem colocado em prática desde 2004. Há um mês, a entidade começou a disponiblizar a toda a sociedade quatro novas cartilhas sobre o assunto, entre elas ''Falando de dinheiro com seus filhos'' e a ''Hora de investir'', com informações e dicas que ajudam na tomada de decisões sobre o uso dos recursos disponíveis em cada circustância.
''Mais do que oferecer produtos financeiros para o cliente, queremos que ele saiba usar esses serviços e recursos de forma consciente e saudável'', pontua Ricardo Terenzi, diretor de relações institucionais do Itaú. Ele observa que o programa nasceu há cinco anos no período de expansão do crédito, quando a economia começava a se estabilizar e se consolidar. ''Entendemos que era necessário levar aos clientes conceitos de uso consciente do dinheiro para que ele pudesse fazer uso adequado do crédito que estava disponível'', esclarece.
Na ocasião, a instituição lançou cartilhas que falavam especificamente de serviços oferecidos pelo banco, como uso de conta corrente e cartão de crédito. Agora, diante do cenário econômico com a crise mundial, o Itaú concluiu que seria interessante ampliar o programa, abrangendo questões econômicas no âmbito familiar. ''Pensamos que seria interessante ensinar as pessoas a planejar o orçamento, sair do vermelho e até investir se sobrar um dinheirinho'', frisa Terenzi. Ele acrescenta que cada família tem uma forma diferente de lidar com os ganhos e diferentes necessidades e, por isso, o programa do banco apresenta uma variedade de dicas e exemplos.
Uma das cartilhas trata do ''Orçamento familiar'' e explica de forma didática como organizar as finanças domésticas - controlando os gastos e planejando o uso do dinheiro. Já a cartilha ''A hora de investir'' explica como aplicar o dinheiro com segurança, apresenta perfis de diversos investidores, ajuda a planejar a entrada no mercado e traz descrições de opções de investimento como fundos de renda fixa, previdência privada e ações.
A cartilha ''Saindo do vermelho'' aplica-se a situações em que a ocorrência de imprevistos torna necessário um planejamento financeiro de emergência, como perda do emprego ou conserto da casa. Enquanto a cartilha ''Falando de dinheiro com seus filhos'' aborda conceitos de educação sobre o uso consciente do dinheiro de maneira didática e lúdica para os pais ensinarem seus filhos o uso correto do dinheiro.
Mais consciente, no que diz respeito a finanças, menor o risco do consumidor se endividar, pagar juros altos e acabar pedindo empréstimo ao banco. Mas qual o interesse que uma instituição financeira que visa ao lucro teria em estimular o uso consciente do dinheiro por parte dos clientes? ''Queremos que o cliente fique no banco, que a nossa relação seja 'eterna'. Não adianta ele entrar em uma agência, fazer um financiamento, terminar de pagar e sair. Queremos que ele invista, faça aplicações, financie sua casa, seu carro, que trabalhe com o banco'', revelou Terenzi.
Além disso, completa ele, quando o consumidor sabe lidar melhor com o dinheiro evita desperdícios, endividamentos e consequentemente a inadimplência, o que é muito bom para o banco. ''Queremos ensiná-lo a usar os seus recursos de forma saudável. Quanto mais saudável for a vida financeira do cliente, mais será a do banco. É um ciclo'', garante o diretor do banco.


