Usineiros querem preço mínimo
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Gustavo Porto<br>Agência Estado 
Ribeirão Preto - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe hoje, às 11 horas, em Brasília, a cúpula do setor sucroalcooleiro do Centro-Sul para discutir o abastecimento de energia elétrica co-gerada a partir da queima da palha da cana-de-açúcar.
Os usineiros irão informar ao presidente Lula que o setor tem capacidade para contribuir com o aumento de geração de energia elétrica até o início da próxima década a partir de um fornecimento de 3 mil MW a 6 mil MW, dependendo da estimativa, menos ou mais conservadora. O potencial mínimo de energia co-gerada que pode ser adicionada ao sistema corresponde a uma das usinas hidrelétricas previstas para o Rio Madeira.
Em contrapartida, os empresários pedirão uma garantia mínima de preço para a compra dessa energia excedente e que seja criada uma nova forma de aquisição, hoje feita por meio de leilões. Com o preço do MW entre R$ 130 e R$ 140 nas usinas, os usineiros pedirão, no mínimo, R$ 200 ao presidente.
A idéia do encontro e o convite ocorreram durante visita recente da comitiva presidencial, da qual participaram alguns usineiros, à América Central. Na Nicarágua, por exemplo, um dos países visitados, há um grave problema de racionamento de energia elétrica.
Na semana passada, a Unica, principal entidade do setor produtivo de açúcar e álcool do País, iniciou um levantamento inédito, junto aos seus associados, para apurar a capacidade de geração de energia elétrica a partir da co-geração. Apesar de o presidente da entidade ter solicitado urgência no fornecimento dos dados, eles não deverão estar compilados a tempo de serem entregues a Lula.
BNDES - Há dois dias, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou que o governo estuda uma linha de financiamento para viabilizar o uso da biomassa como fonte alternativa de energia elétrica. Na ocasião, Coutinho disse acreditar que a geração de energia a partir da biomassa (principalmente o bagaço de cana-de-açúcar), é a saída para atravessar o período mais crítico de oferta, entre 2011 e 2013.


