A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura denúncias de irregularidades na distribuição e venda de combustíveis no Paraná confirmou, ontem, a existência de usinas que usam pequenas empresas ou mesmo empresas ‘‘fantasmas’’ para vender álcool diretamente aos postos de gasolina. Segundo o presidente da CPI, deputado Durval Amaral, pela primeira vez chegou-se ao nome de uma dessas usinas, identificada por Sabaralcool, de Engenheiro Beltrão.
O nome foi citado nos depoimentos dos donos da Popular Distribuidora, de Sarandi, Wilson Carlos de Souza e Antonio Sérgio Testa. Eles prestaram depoimento ontem em Curitiba à CPI e, conforme o deputado, disseram que a distribuidora emite nota fiscal em nome da Popular, mas que o produto sai da usina diretamente para os postos. Mais de 1,5 milhão de litros de álcool já teriam sido ‘‘vendidos’’ pela empresa.
A Popular é um estabelecimento chamado ‘‘retalhista’’, ou seja, tem competência para distribuir apenas óleo disel. Mas, amparada por liminar concedida pela Justiça, comercializa também gasolina e álcool. Dia 9 deste mês a distribuidora foi fechada, em razão de que não tinha licença da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e nem recolhia ICMS ao Estado, lesando os cofres públicos em cerca de R$ 160 mil.
A Distribuidora Popular, de Sarandi, conseguiu ontem na Justiça o direito de voltar a funcionar. A empresa estava fechada desde o dia 9 deste mês, quando teve a inscrição estadual cassada por não recolher ICMS ao Estado e não ter autorização da ANP.

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