Usinas térmicas podem ter sobrevida
Brasília - As usinas térmicas emergenciais nordestinas poderão ganhar uma sobrevida no novo modelo do setor elétrico. A possibilidade foi aventada ontem pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), relator da medida provisória 144, que estabelece os principais pontos do novo modelo. Segundo ele, a crise de abastecimento de energia elétrica no Nordeste não dá garantias de que se pode abrir mão das usinas emergenciais a curto prazo.
De acordo com a atual legislação, a Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE), criada para gerenciar as térmicas, será extinta em junho de 2006, quando estarão encerrados todos os contratos assinados com as térmicas emergenciais. A partir daí, a segurança de suprimento em todo o País seria garantida por uma reserva de energia criada no próprio sistema interligado, que passaria a ter uma sobra de capacidade de geração. Na manhã ontem, o relator recebeu o presidente da CBEE, Ivaldo Frota.





