O mercado internacional de açúcar não muda, por enquanto, apesar dos indícios de recessão mundial. No Paraná, o setor sucroalcooleiro pretende manter a normalidade de produção e não está pensando em reflexos econômicos diretos devido aos atentados terroristas nos Estados Unidos, que colocou as commdities agrícolas em estado de alerta desde a última terça-feira.
Mas o superintendente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcoopar), Paulo Zanetti, acredita que a partir de agora os EUA devem rever as suas estratégias políticas e econômicas, que devem beneficiar futuramente o setor. ''Em primeiro lugar, não há perspectiva de redução de preço do petróleo e os EUA e os países da União Européia devem diminuir suas barreiras tarifárias aos países emergentes, incluindo o Brasil, para garantir seus estoques estratégicos de combustíveis'', afirmou Zanetti.
Ele também comentou que é condenável os ataques terroristas, mas que estes também refletem as distorções socioeconômicas decorrentes de uma política imposta pelos países dominantes sobre os ''menos privilegiados''.
No Brasil, a produção de álcool é de 12 bilhões de litros/ano e 18 milhões de toneladas de açúcar, sendo que desse total, 8,5 milhões de t são exportadas. O Paraná, segundo maior produtor brasileiro e que mantém em funcionamento 28 usinas, deve produzir durante este ano 24 milhões de t de cana-de-açúcar, 950 milhões de litros de álcool e 1,3 milhão de t de açúcar.
Após um período de crise no setor, em 1999 e 2000, os preços atuais estão sendo considerados remuneradores: R$ 0,52/litro de álcool, R$ 22,00/saca de açúcar (50 kg) e R$ 22,00/t de cana-de-açúcar.

mockup