São Paulo Usinas de Mato Grosso e Minas Gerais entraram na Justiça para receber subsídios à produção de cana-de-açúcar e à comercialização de álcool que não foram pagos pelo governo federal. No total, as empresas dos dois Estados querem o pagamento de R$ 75 milhões. Tais subsídios têm como objetivo equiparar os preços da cana e do álcool praticados em outros Estados aos custos de produção e preços do Estado de São Paulo, maior produtor do País.
Segundo os sindicatos das usinas, os recursos deveriam ter sido repassados até 20 de dezembro do ano passado. Fontes do setor informam que outros Estados como Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro também têm recursos a receber e o total chegaria a R$ 160 milhões. Em agosto do ano passado o Ministério da Agricultura autorizou o pagamento de quase R$ 400 milhões em subsídios para as usinas do Nordeste a título de equalização do custo de produção da cana-de-açúcar na região.
Segundo as fontes, usineiros e parlamentares de Minas e Mato Grosso tentaram convencer o ex-ministro da Agricultura Pratini de Morais a determinar o pagamento dos subsídios, mas não tiveram sucesso. O ex-ministro alegou que não havia dotação orçamentária para esta finalidade. Sem acordo com o governo, os usineiros entraram com uma ação cautelar na Justiça Federal do Distrito Federal, em pleno sábado, 21 de dezembro, para obrigar a Petrobras a depositar em juízo os recursos referentes ao subsídio. ''Entramos na Justiça para assegurar o pagamento desse dinheiro'', afirma Luiz Custódio Cotta Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Álcool de Minas Gerais (Siamig).

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